por Flávio Luiz Gomes Bastos
Crianças sem...
não são crianças nota cem ou crianças "zen".
Crianças sem...
são crianças sem nada mesmo,
sem lar, sem pais, carinho ou afeto.
Crianças sem...
são nati-mortos "vivos",
zumbis sem perspectivas de vida
no presente ou no futuro.
Crianças sem...
São a face oculta da ignorância, da corrupção,
do descaso, da insensatez,
da irresponsabilidade e do abandono.
Crianças sem...
São a face oculta do orgulho, da vaidade,
do egoísmo e da prepotência.
Crianças sem...
São órfãos da miséria gerada pela ganância
e pela insensibilidade a valores
humanos e espirituais.
Crianças sem...
São filhos paridos da irresponsabilidade social
geradora da indiferença que gera violência
e mais violência em efeito cascata.
Crianças sem...
São crianças zero em amor,
mas "escoladas" na dificuldade,
no sofrimento, na dor... e no desamor.
Crianças sem...
não têm nada a perder,
pois já perderam tudo... ou quase tudo.
Menos o direito à sobrevivência e,
quem sabe um dia,
o direito à dignidade e ao amor!
Canalizado em 23/11/07
"A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-lhes, por Lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e de dignidade".
Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu 3° artigo.
"Cerca de 45% dos indigentes brasileiros têm menos de 15 anos. Um apelido apropriado à nosssa prática social seria Guilherme Tell, uma alusão ao personagem suiço que ficou conhecido por atirar flecha sobre a cabeça de seu filho".
Marcelo Neri em "As crianças sem futuro", artigo publicado no Jornal do Brasil.
"A utilidade de passar pelo estado de infância é que encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o espírito é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo".
A finalidade da infância em "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec.
"A paternidade é, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro".
A missão dos pais em "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec.
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