Um rio nunca é o mesmo..


EU... caçador(a) de mim


O fator tempo muda de forma irreversível um objeto ou entidade...

e o que pensamos ser a mesma coisa, só porque tem o mesmo nome, na realidade é algo em fluxo contínuo de mudança.

Compartilho o meu olhar...o meu olhar mutante.

setembro 23, 2007

ONDE COLOCAR O SAL?






O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

"Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.

"Ruim" disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

"Beba um pouco dessa água".

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

"Qual é o gosto?"

"Bom!" disse o rapaz.

"Você sente o gosto do sal?" perguntou o Mestre.

"Não" disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:


"A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago".



"Aquilo em que você acredita determina sua ação e sua ação determina seus resultados. Mas você tem que acreditar antes”.



(Mark Victor Hansen)

TRABALHAR EM GRUPO - O GRANDE DESAFIO DA NOVA ERA.


"Se você precisar avaliar as motivações das pessoas e analisar seu caráter, faça-o somente para entendê-las, não para julgá-las.

Não use isso para tagarelar sobre suas fragilidades pessoais"

(Paul Brunton)

setembro 12, 2007

Próprio para o momento político brasileiro


Cálice
letra e música: Gilberto Gil, Chico Buarque
1973


Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

setembro 10, 2007

Caminhos obscuros e tortuosos





A falta de expectativa gerada pela miséria;
a dificuldade de uma nova perspectiva
devida a impotência diante da falência
do judiciário;
o fanatismo religioso oriundo da ganância de muitos com a ignorância
de poucos;
o preconceito como conseqüência da
falta de caridade em aceitar o outro
tal qual ele é;
a mágoa profunda pela ingratidão de
tantos;
a solidão de tantos pela falta de boa vontade de alguns;
a miséria de tantos pela pouca misericórdia da maioria;
a exclusão das minorias pela incapacidade de tantos governantes
em ser menos corruptos e mais
complacentes ou benevolentes
para com aqueles que o elegeram;
são muitos os meandros e obscuros
se tornam os caminhos com tantos
passos cambaleantes dos
sobreviventes que se sentem à margem
da vida à espera de um pão, de um sorriso, de uma palavra amiga;
o ódio que tudo isso vai causando, vai gerando e como bolha estoura quando
menos se espera; a busca desesperada pela felicidade,
a insistência em implorar afeto daqueles
insensíveis que vão ignorar sempre
ou fingir ignorar porque só enxergam
aquilo que lhes convém, ouvem o que
lhes interessa, nada sabem, nada assumem porque egoístas, narcisistas,
querem tudo ao seu redor mas não
movem uma palha para ajudar alguém
e é sempre cercado de oportunistas,
bajuladores, sanguessugas, vampiros,
eternos enganadores fruto de um marketing bem feito;
são milhares os motivos que levam
o indivíduo ao caos existencial e ao
estarrecedor perigo de desistir de tudo
e se jogar contra tudo e contra todos.

POR ISSO A PAZ É O ÚNICO CAMINHO.

A fé é um passo, a caridade é outro,
mas o perdão é o primeiro passo.
O perdão de si mesmo, o perdão que
conforta, revigora, aprimora porque a
hora é agora.
Não há mais tempo para conjecturas,
está nas escrituras e não nas faturas
muito menos nas falsas juras,
a hora é agora de dar o primeiro passo,
com coragem, paciência, lavar todas as
mágoas nas águas do Jordão e perdoando estender a sua mão.
Aí a paz poderá ser viável, a paz individual, familiar e então, Universal.

Dorinha Yoshinaga