Um rio nunca é o mesmo..


EU... caçador(a) de mim


O fator tempo muda de forma irreversível um objeto ou entidade...

e o que pensamos ser a mesma coisa, só porque tem o mesmo nome, na realidade é algo em fluxo contínuo de mudança.

Compartilho o meu olhar...o meu olhar mutante.

agosto 07, 2009

SONETO LXV - William Shakespeare

Ainda ilustrando o mesmo tema...
Recebi da tutora da minha turma do curso
"Mídi@s na Educação"
este soneto de Shakespeare, escrito abaixo, abordando perfeitamente a convivência difícil dos velhos paradigmas e dos novos, confirmando a frase, com a qual concordo do educador/filósofoMario Sergio Cortella "Somos a edição melhorada de nós mesmos".

SONETO LXV
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.

Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças!
As pirâmides que novamente construíste
Não me parecem novas, nem estranhas;
Apenas as mesmas com novas vestimentas.

William Shakespeare

agosto 06, 2009

junho 28, 2009

"Pro um dia nascer feliz"

O documentário de João Jardim se propõe a mostrar as inquietações dos adolescentes, e em especial o papel da escola na sua formação. Nele, é apontada a realidade de muitas escolas de várias regiões brasileiras.Apesar do vídeo abordar o contexto escolar do ensino médio,e trabalharmos com a faixa de 0 a 3 anos, ajudou a equipe da escola,numa reunião pedagógica, discutir e refletir sobre a qualidade da escola,porque algumas questões apontadas são as mesmas, ou melhor, são questões da educação brasileira de uma maneira geral. O documentário auxilia nas discussões porque mostra, além de outras questões educacionais, as falhas do sistema, apontando suas consequências.
É um recurso que eu recomendo para ajudar nas discussões com a equipe escolar.


abril 25, 2009

Semente do amanhã- Gonzaguinha

Na escola,usamos essa música no encontro do dia 23/04/09 com os pais.
Esperamos que a mensagem tenha sido entendida e sentida pela maioria.



Gonzaguinha - Semente Do Amanhã

Ontem o menino que brincava me falou
Que hoje é semente do amanhã
Para não ter medo que esse tempo vai passar
Não se desespere não, nem pare de sonhar
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo
Nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

Letras de Música | Letras de Gonzaguinha

março 26, 2009

VOU ME ADAPTAR!!!

Ao optar por mudanças, optamos também por adaptações.
Já postei aqui sobre isso, e novamente estou em fase de adaptação.
E para esse momento esta música do Arnaldo Antunes se encaixa perfeitamente.

Só que mudarei o final da letra, FAZENDO ENTÃO A MINHA VERSÃO:

EU VOU ME ADAPTAR!!!

ALGUMAS MÚSICAS TEM ESSA PROPRIEDADE...ILUSTRAM PERFEITAMENTE NOSSOS SENTIMENTOS!!!



Não vou me adaptar (Eu vou me adaptar)
Arnaldo Antunes - 1985

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia.
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar.(Eu vou me adaptar)


Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara não é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar.(Eu vou me adaptar)

março 08, 2009

Todas as vidas


Todas as Vidas - Cora Coralina

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebrantoSua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!